quinta-feira, 12 de julho de 2012

Família, Mercado e Ferramenta de Trabalho - 18/07/2003 – Por José Roberto de Oliveira


                 Hoje em qualquer lugar do mundo que formos sempre ouviremos isto: vamos consultar o mercado. Quem sabe esta ferramenta vale menos?
                 Agora estou vendo um lar onde o amor é equilibrado pela realidade da honesta dedicação dos seus componentes, cada um afiado na função social que representa neste contexto . Os pais que herdaram sólidas lições dos seus genitores fazem qualquer sacrifício para passá-las para seus filhos, abdicando de qualquer regalia para atingir o seu objetivo ditado por Deus através dos séculos. Estes humores paternos, ungidos por estas energias divinas, impregnam com certeza seus filhos da mesma harmonia e então se formam homens dignos capazes de eternizar estas vibrações sempre na freqüência da bondade e justiça.
                 Mas agora apareceu com uma força globalizada a figura chamada "mercado de trabalho e ferramenta de trabalho". Explicarei:
                 Primeiro vou materializar a família, ou melhor, vou mercalizar a família: um filho quanto custa? Imagine ele ou ela com vinte e quatro anos, um universitário formado; ou um técnico bem formado que domine dois idiomas. Bom, não sou economista, mas nestas ferramentas seguramente foram gastos 600.000R$ no mínimo. Quanto será que o mercado de trabalho oferece por elas? Olha, estourando de 1.000 a 2.000R$ e com muita sorte quando acha trabalho ou quando vai ocupar o lugar de outro que ganhava alguns centavos a mais e que fazia a mesma função. Voltando as idéias econômicas: 600.000R$ no mercado financeiro (outro ramo do mercado e este é terrível) rende 6.000 R$ mensais para ficar girando e explorando pessoas que podem ser nossos filhos, ferramentas porque não, afinal para formá-los fizemos credito educativo é ou não é?! Com este salário oferecido pelo "anjo mercado" eles vão ter que repor estes créditos, durante + ou - 10 anos. Meu Deus assim não vai ter neto, ou melhor, ferramentinhas!!!
                 É o samba do crioulo doido, com certeza! Um cara chamado Raul diria: - Por favor, parem o mundo que eu quero descer! Mas eu acrescentaria:- Desço e observo, por que de fora a gente vê melhor o que está errado. Ah!, só com oração:-
                 MEU DEUS,VÓS QUE SOIS O COORDENADOR DA HARMONIA DO UNIVERSO, POR FAVOR DÊ UMA RENOVADA NA JUSTIÇA, NA HONESTIDADE, NA ÉTICA E PRINCIPALMENTE NO AMOR E AO RESPEITO AO PRÓXIMO.
José Roberto de Oliveira
Itaú de Minas
                 José Roberto é mais um itauense trabalhando em outra cidade, mas que não perdeu suas raízes. É um freqüentador assíduo dessa página e um bom proseador. Seja bem vindo, amigo.

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